Um sólido desenvolvimento científico e tecnológico é, nos
dias de hoje, o caminho mais consistente para a riqueza e a
soberania das nações. Os países que apresentaram maior
desenvolvimento social e econômico no período que se seguiu
à Segunda Grande Guerra foram aqueles que, independentemente
do seu modelo político, implementaram uma política
consistente e de longo prazo para o aprimoramento de suas
pesquisas. O Brasil nas últimas três décadas vem exercendo
uma política consistente na área de Ciência, cujo resultado
é hoje medido pelos índices expressivos de sua produtividade
científica. Mais importante, o aumento da qualificação do
parque brasileiro de pesquisa e a inovação tecnológica dela
decorrente vêm gerando riquezas ao país. Temas estratégicos
para o desenvolvimento nacional, tais como o aumento da
produtividade agrícola, a descoberta de novos campos de
petróleo e gás, o desenvolvimento de fontes alternativas de
energia, o aprimoramento da tecnologia aeronáutica, as
estratégias inteligentes de conservação ambiental, as
pesquisas em genética e os novos procedimentos de tratamento
de moléstias de nosso povo (incluindo a utilização de
células-tronco, a produção de novos medicamentos e a
instrumentação médica) possuem, todos eles, a “impressão
digital” dos pesquisadores brasileiros.
Nesse cenário, vemos com grande preocupação a possibilidade
de corte de recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia,
que, se consumado, irá interromper o ciclo virtuoso de
progresso científico, iniciado há mais de duas décadas. Um
retrocesso nesse momento resultará em conseqüências
negativas em médio e longo prazo. Oportunidades de pesquisa
serão perdidas, pesquisadores jovens e experientes migrarão
para países que lhes ofereçam melhores oportunidades, e um
grande número de estudantes perderá a oportunidade de
ingressar em atividades de pesquisa. O atual governo dos
Estados Unidos da América do Norte isentou de cortes a área
de Ciência e Tecnologia, mesmo estando no centro da grave
crise econômica. Com isso, os EUA elegem o desenvolvimento
da Ciência e da Tecnologia como um instrumento poderoso para
vencer as vicissitudes da atual conjuntura e promover o bem
estar social.
Temos convicção de que o Congresso Nacional, fórum maior das
decisões dos destinos da Nação, será sensível a esta questão
e assegurará as condições para o contínuo progresso
científico e tecnológico de nosso País, recompondo as
previsões orçamentárias para o ano de 2009, que foram
elaboradas com sobriedade e alinhadas com as metas do Plano
de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o
Desenvolvimento Nacional. Somente com investimentos em
ciência e tecnologia sairemos fortalecidos dessa crise.
Prof. Dr. Colombo Celso Gaeta Tassinari
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Técnicas Analíticas para Exploração de Petróleo e Gás
Prof. Dr. Euripedes Constantino Miguel
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Psiquiatria do Desenvolvimento para crianças e adolescentes
Prof. Dr. Glaucius Oliva
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças
Infecciosas
Prof. Dr. João Evangelista Steiner
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Astrofísica
Prof. Dr. Jorge Elias Kalil Filho
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Investigação em Imunologia
Prof. Dr. José Antonio Frizzone
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Pesquisa e Inovação em Engenharia da Irrigação
Prof. Dr. José Carlos Maldonado
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em
Sistemas Embarcados Críticos
Prof. Dr. José Roberto Postali Parra
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em
Semioquímicos na Agricultura
Prof. Dr. Marcos Silveira Buckeridge
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do
Bioetanol
Profa. Dra. Mayana Zatz
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
de Células-Tronco em Doenças Genéticas Humanas
Profa. Dra. Nadya Araújo Guimarães
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
para Estudos da Metrópole
Profa. Dra. Ohara Augusto
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência Tecnologia de
Processos Redox em Biomedicina-Redoxoma
Prof. Dr. Paulo Hilário Nascimento Saldiva
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Análise Integrada do Risco Ambiental
Prof. Dr. Roberto Mendonça Faria
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de
Eletrônica Orgânica
Prof. Dr. Roberto Passetto Falcão
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em
Células-Tronco e Terapia Celular
Prof. Dr. Sérgio França Adorno de Abreu
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
Violência, Democracia e Segurança Cidadã
Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em
Óptica e Fotônica